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DONA DERNA,O MAIS ANTIGO E GOSTOSO RESTAURANTE ITALIANO DE BELO HORIZONTE

Virando habitué no Dona Derna-Belo Horizonte-MG
Fernanda Amarante
Estou em uma fase de dieta desintoxicante pré-praia, e no dia em que vou fazer coisa errada e sair comendo loucamente gosto de fazer a coisa direito e comer muito bem: não existe nada pior do que caloria desperdiçada com comida ruim. Então num sábado desses, fui almoçar no Dona Derna, onde tinha a certeza absoluta de que faria uma bela refeição.
Fundado em 1960, o Dona Derna foi o primeiro restaurante italiano de Belo Horizonte. É de cozinha clássica, sem invencionices e modernidades, daquelas que mantêm sempre o padrão elevado. 
Devo confessar que já tive problemas com a comida lá uns dois anos atrás, mas como o restaurante passou por uma reforma e deu uma modernizada, resolvi dar uma nova chance recentemente. E todas as vezes em que fui lá desde então, comi magnificamente bem. Localizado a um quarteirão do mais tradicional clube da cidade, o Minas Tênis, e logo atrás do Palácio da Liberdade, o restô está sempre movimentado e cheio, e às vezes pode ser difícil de parar o carro. Mas nada que o serviço informal de manobristas não resolva. Se precisar eles ainda lavam seu automóvel enquanto você desfruta sua refeição. Graças à localização e tradição, o lugar é muito bem frequentado e é cheio de habitués, políticos e personalidades que estão sempre ali, são cumprimentadas pelo nome pelos garçons e pelo proprietário, Memo Biadi, que parece cuidar bem de seu negócio e está sempre presente. O ambiente é elegante sem ser pomposo. Decorado com bastante ferro, tem uma bela escada que sobe para o segundo andar, onde funciona um salão para eventos, bonitos lustres pendentes e um enfeite de galo super charmoso.
A maioria das cadeiras é forrada com tecido listrado, são lindas. Ao fundo, uma foto da mãe do proprietário, que deu o nome ao lugar, a matriarca Dona Derna, cobre toda a parede.
No salão de cima, menor, essa mesa redonda chama a atenção com as lindas cadeiras de tecido adamascado, muito chiques.
E do lado de fora, a calçada também fica cheia de mesas, com cadeiras já bem gastas pelo uso, que podiam ser trocadas, mas o solzinho de fim de inverno era tão agradável que foi ali mesmo que resolvemos sentar nesse dia feliz diet free. Resolvemos pedir um couvertótimo para petiscar enquanto colocávamos o papo em dia. O couvert é simples, mas cobre bem a função. 
Pão e torradas de alho, patê de fígado, berinjela e manteiga.O pão poderia ser de melhor qualidade, é bem comum, mas as torradas de alho são gostosas. O patê é muito bom, cremoso e me deixa pensando: como pode existir gente que não gosta de fígado? A conserva de berinjela é daquelas bem avinagradas, ótima com pão e a manteiga, no formato de pitangas feitas com um saco de confeiteiro, estava na temperatura ideal para ser passada no pão. Como entradas, pedimos a salada Dona Derna. Folhas variadas, prosciutto crudo fatiado um pouco mais grosso que o adequado, cogumelos de Paris fatiados crus e belas lascas de queijo parmesão por cima. Era servida com azeite e aceto balsâmico à parte, para que você temperasse à vontade. Faltava um molho. A simplicidade me agrada mas fazer um molhinho faria uma diferença e tanto nesse caso.
Pedimos também uma salada caprese, que vinha com uma burrata fresca e de ótima qualidade, mas em tamanho mixuruca, e quatro belas fatias de tomate. Acho interessante que quando pensamos em salada, imaginamos uma montanha de folhas, mas a caprese é assim mesmo tradicionalmente, queijo, tomate e manjericão. Comi demais dela quando estive na Itália, tanto tempo atrás que acho que Mussolini ainda devia estar no poder.
O cardápio é grande e bastante variado, e nem tão italiano assim. A impressão é de que a preocupação é mesmo é em agradar o cliente. Ossobuco, magret de canard, camarões à surprise e até leitão estão no menu. E aos sábados, o restaurante serve a brasileiríssima feijoada, e pelo que pude ver, deve ser deliciosa. As massas são quase todas feitas em casa, em uma cozinha cercada de vidro logo ao lado do salão. E todas as vezes em que fui à cozinha, lá estava a moça super simpática, fazendo capeletti, fagottini, ou esse lindo fettuccine, amarelinho de ovos.
Depois de muito ponderar e considerar as sugestões do dia, não resistimos e pedimos massas frescas! É inegável que elas são a especialidade do Dona Derna, então...
O Ivan, que malhou muito esses dias e está magrinho, podia comer o que quisesse, como uma criança em fase de crescimento. Pediu a lasanha. E que senhora lasanha, uau! Ela é feita com massa branca, carne que imagino ser picada na ponta da faca e não moída, queijo e molho bechamel levemente trufado. Nada de presuntos e outras distrações. Poucos e bons ingredientes para fazer uma das melhores lasanhas que já provei. Chega à mesa borbulhando, bem gratinada, e o aroma suave de trufas é inebriante.
Tentando não sair tanto do regime, eu precisava pedir algo que tivesse um bocado de proteína além dos carboidratos deliciosos, então, fui de cordeiro à Dona Derna. Um delicioso corte ainda não compreendido de cordeiro, possivelmente paleta, com a carne desmanchando de tão macia, cozida com vinho tinto e ervas, e um belo pappardele feito na manteiga com brócolis e bacon. Invejei os outros pratos da mesa, mas não matei a nutricionista de desgosto, não nesse dia pelo menos. 
Minha mãe foi a grande vencedora do dia e comeu uma das melhores massas que já provei, e não vejo a hora de voltar lá e comer o prato todo, já que comi apenas uma garfada roubada: o ravioli di montecchio. A massa recheada de batata, cogumelos e queijo, com molho cremoso trufado de cogumelos. O ravioli tem a massa macia, é cozido à perfeição, e o recheio é muito gostoso, não lembra em nada aquelas recheadas de ricota seca, horríveis, tão comuns por aí. E o molho, feito com bastante cogumelo, tem o gosto deliciosamente terroso desses fungos complementado pelo leve aroma das trufas e a cremosidade do creme de leite.
A casa oferece várias opções de sobremesas, como o batido petit gateau de chocolate e o atual “tem que ter” em todo restaurante que se preze, o crème brûlée, que achei bem fraquinho. Provamos o tradicional tiramisù italiano, que não chega a decepcionar, mas parece faltar alguma coisa.
O que recomendo mesmo aqui são os semifreddos, sobremesa gelada semelhante a um sorvete, mais duro e firme, feita à base de ovos e creme batido! Gosto bastante do de torrone, que é uma versão gelada e cremosa dos tradicionais torrones de castanhas e servido com calda de chocolate, e os fãs dos cítricos vão gostar do de limão siciliano. Mas a grande estrela é algo que nunca imaginei que me agradaria: o semifreddo de gorgonzola. Pedi só pra ser diferente, com minha mãe fazendo caretas arrepiada dizendo que deveria ser a coisa mais horrível do mundo (e achei que fosse mesmo), e foi amor à primeira colherada. Servido com uma calda de laranja, a sobremesa tem ainda frutas cristalizadas desnecessárias misturadas à mistura de queijo e creme, e incrivelmente, achei que o gorgonzola funcionou melhor como doce que com receitas salgadas. E a calda apenas complementava, sem contrastes exagerados. Que sobremesa divina!

A conta fechou em cerca de 85 reais por pessoa, o que não é exatamente barato, mas vale pela ótima qualidade da comida e pelo bom serviço. Mas se você resistir e comer só uma bela massa, a maioria desses pratos fica em torno de 40 reais, o que é justíssimo. Ir ao Dona Derna é certeza de comer sempre bem.
Dona DernaRua Tomé Souza, 1331 - Savassi
Belo Horizonte/MG
Fone: (31) 3223-6954Aceita todos os cartões
Fonte:http://www.destemperados.com.br/experiencias/virando-habitue-no-dona-derna

RESTAURANTES

Após um ano e meio, o tradicional italiano Dona Derna é reaberto na Savassi

Restaurante resgata receitas antigas e também traz novidades no cardápio

Por: Mariana Celle - Atualizado em 
Odin
(Foto: Redação VejaBH)
As mesas na calçada (à esq.) e o medalhão com shiitake e pappardelle (R$ 40,00): sem abandonar as origens
COMIDA ✪✪✪ | AMBIENTE ✪✪✪ | ATENDIMENTO ✪✪✪
Quando tinha 15 anos, Memmo Biadi deixou a Itália e veio com a família para o Brasil. Sua mãe, Derna Nicolai Biadi, fora criada no restaurante dos avós em Casalguidi, na Toscana. A gastronomia esteve sempre presente no cotidiano de ambos, o que motivou a dupla a abrir na capital mineira o italiano Dona Derna. Após quase meio século como um dos endereços mais apreciados pelos belo-horizontinos atrás de boas receitas de massa, a casa foi fechada. A pausa durou um ano e meio e, em julho, o chef reabriu as portas do estabelecimento.
O restaurante traz novidades, mas sem abandonar as origens. A começar pela localização, na mesma rua. Migrou apenas de andar, passando do 2º para o térreo, em um sobrado atrás do Palácio da Liberdade. Na cozinha, a tradicional culinária italiana continua a reinar nas panelas — fato que o chef faz questão de ressaltar. A diferença está na reformulação de alguns pratos antigos e na elaboração de novos preparos. Como entrada, vale experimentar uma das opções de salada. A caprese (R$ 22,00) é fresca e uma boa pedida para os dias quentes, assim como a mediterrânea (R$ 30,00), montada com folhas, cogumelo-de-paris fresco, presunto de Parma e parmesão. É nos pratos quentes, no entanto, que os traços marcantes da gastronomia da terra da Bota aparecem mais. É o caso do medalhão com shiitake e pappardelle (R$ 40,00), com cozimento na medida. O ravióli de cordeiro com fonduta trufada (R$ 44,00) estava saboroso: regado com molho encorpado, apresentou recheio com a carne bem desfiada, mas sem formar uma pasta. Para acompanhar, vai bem o vinho tinto espanhol Pago de Cirsus 2009 (R$ 86,00). De sobremesa, opte pelo delicioso torrone com calda de chocolate (R$ 15,00).
Dona Derna. Rua Tomé Souza, 1343, Savassi, ☎ 3223-6954 (120 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. 12h/0h30; dom. 12h/17h; fecha seg.). Cc: todos. Cd: todos. Ar. Manobr. ⑥ (R$ 30,00). Aberto em 2012. $$
Cotações | Péssimo ← | Fraco ✪ | Regular ✪✪ | Bom ✪✪✪ | Muito bom ✪✪✪✪ | Excelente ✪✪✪✪✪
Fonte:http://vejabh.abril.com.br/materia/restaurantes/ano-meio-tradicional-italiano-dona-derna-reaberto-savassi

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